-Eu já sabia que você viria.- O guarda me respondeu.
- Como? Qual é o seu nome?
-Estava em seu destino, mas você apareceu um pouco antes do marcado.
-Marcado? Tava agendado é?! Desculpa, não vi que tinha hora certa para chegar!
-Calma Amy, vamos para a sala de visitas, o meu rei te aguarda.
-Para! Você não me respondeu! Como é seu nome?
-Pode me chamar de Guardian, significa..
-Eu sei o que significa.
Guardian me olhou espantado, e me senti culpada por ter sido grossa, talvez ele não tivesse culpa deu estar ali.
-Olha, desculpas pela minha grosseria eu estou cansada imunda e quero encontrar Matt..- olhei para eles e meus olhos encheram de lágrimas eu sentia muita falta de Matt.
- Não precisa pedir desculpas, eu não sei como se sente, mas entendo sua ira.
-Você pode me ajudar?
-Claro, vamos entrar...
Segurando sua mão, Guardian foi me guiando para dentro do castelo ele era uma boa pessoas ou criatura, ao passar pelos pesados portões de ferro escuro me vi dentro de uma outra época onde mulheres só usavam vestidos e existia várias guerras, carros não existiam, mas a cavalaria estava sempre a postos. No pátio do castelo vi crianças brincando, homens treinando e um lado mais para o fundo tinha mulheres trabalhando, o castelo ficava no centro de tudo, era estranho, atrás dele existia várias moradias onde aqueles cidadãos moravam, percebi que eram pessoas comuns não eram criaturas, o que me surpreendeu.
- O rei não gosta do povo longe de seu castelo, ele se sente sozinho e permite a entrada das pessoas no seu pátio, ele só não gosta que entrem em seu castelo sem permissões.
Engoli seco.
-Então é melhor a gente não entrar.
-Ele deixou você entrar.
-Como ele sabe....ata, aquele negócio do meu destino.
-Destino não é só um negócio, Amy, ele é a sua vida. -Advertiu Guardian, ele tinha uma voz muito sincera e passiva e me deixava muito calma.
- Ok, desculpa.
Chegando na porta do castelo, de madeira envelhecida, Guardian pousou sua mão nos desenhos entalhados e a madeira afundou marcando sua mão, ele retirou a mão e a porta se abriu era como magia, as portas se abriram revelando um grande salão escurecido e envelhecido a cada passo que eu dava conhecer o lugar uma luz se acendia. Guardian ficou parado na porta, me vi um pouco curiosa e intrometida, mas como o rei havia permitido a minha entrada achei melhor ver o lugar onde eu entrara. O salão era rodeado por uma escada meu olho estava seguindo os degraus procurando onde eles davam, encontrei um olhar conhecido e me voltei para reconhecer aquela pessoa, era Matt, ele me olhou e por um momento pude sentir o calor que ele me passava, nossos olhos se conectaram e minha respiração parou. Ele correu descendo as escadas até mim e eu me joguei em seus braços.
-Senti sua falta- dissemos como um só.
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11 julho 2013
03 julho 2013
Entre Mundos
Corri sem olhar para trás,
imaginando o que eles podiam estar pensando sobre me desaparecimento preferi
não dar atenção aos estralos que ouvi atrás de mim, mesmo sabendo que era ele
criei uma meta na minha mente, onde eu só olharia para o sol, meu destino, no
qual brilhava intensamente em tom escuro, ele não era quente, dava até um certo
frescor, pensei que talvez todas aquelas instruções que eu ouvirá só haviam
passado somente na minha cabela, o tempo só parou, e eu inventei tudo aquilo.
Mil coisas se passaram na minha cabeça, mas qualquer coisa era melhor do que
ter continuado naquele lugar e ser morta, um machado passou ao lado da minha
cabeça e se pregou na árvore ao meu lado, estremeci, e acelerei mais, não ia
deixar ele me pegarem.
- Pegue
aquela humana, seus incompetentes!- Um voz fina ecoou ao fundo
Acelerei
o máximo que aguentei, mas minha perna começava a não querer me obedecer mais,
o sol que parecia tão perto a alguns instantes ficava tão longe a cada passo,
as criaturas começavam a se afastar, avistei uma pequena cachoeira, não pensei
duas vezes e me joguei no rio que a cachoeira formava, parecia raso, mas não
era, ele ia se tornando cada vez mais fundo até chegar ao outro lado da margem,
eu ia precisar nadar se quisesse chegar, já começa a ouviu os gritos daquelas
criaturas de novo, comecei a nadar para a outra margem, no rio se encontrava
muitos peixes de diferentes espécies , todos muito coloridos, chegando a margem
do outro lado, percebi que o rio havia se tornado muito mais fundo do que eu
pensara, abaixo dos meus pés estava uma grande escuridão, as criaturas haviam
chegado ao outro lado da margem, mas eles evitaram a água, ficaram
gritando do outro lado, nervosos atiravam coisas na água, eu sai do rio e uma
grande floresta estava a minha frente, parecia bastante com a floresta do filma
Branca de Neve e o Caçador, sombria e com muito nevoeiro, parecia que
atravessando a lagoa você era transportado para um lugar totalmente diferente,
o sol tinha desaparecido eu queria voltar para a água e seguir a correnteza,
mas não queria correr o risco de algo que as criaturas jogassem acertar em mim,
entrando na floresta percebi que o clima havia mudado, começava a ficar muito
frio, e meus braços estavam congelando, tropecei em algumas raízes o que me fez
ficar suja e com nojo de mim mesma, longe avistei uma lamparina, segui até
aquela luz e me deparei com um grande castelo, sombrio, várias criaturas que me
pareciam ser guardas estavam postos no grande portão, um se aproximou de mim e
eu dei alguns passos para trás.
-Calma Amy,
não iremos lhe fazer mal, entre no castelo.-Uma voz passiva saia de um dos
guardas, eles não pareciam ser maldosos iguais aos outros, dei dois passos a
frente e segurei a mãe que ele estendia.
- Como sabe
meu nome? - Perguntei.
27 junho 2013
Entre Mundos
Capítulo 2
Abri os olhos, mas existia algo que cobria a minha visão, algo passava sobre minha perna, estremeci e me sacudi ao mesmo tempo ouvi uma voz rouca:
- Fique quieta! Se não eles vão vim!
- Quem é você? Onde estou?
- Não ouviu o que eu disse? Fique quieta!- sussurrou
Resolvi obedecer, mesmo sem saber nada sobre a criatura que falava, ouvi algo ser passado entre ferros, me assustei e tentei ver através do pano que cobria minha visão, sem sucesso.
- A humana acordou!
Uma voz fina e horrível percorreu todo o lugar, tentando enxergar algo virei à cabeça para todos os lados, até que alguém puxou o pano que me cobria, meus olhos se depararam com uma criatura sem pele, apenas por uma fina camada transparente em seu rosto todo marcado por desenhos pretos, a criatura fedia à carniça e me observava curiosa.
- Quem é você?
Era a mesma voz fina que havia gritado a pouco, fiquei quieta, observei o resto do local e vi quem uma criatura igual a todos os outros, mas com muitas marcas, seus olhos só davam para ser percebidos pela cor azul cristalino parecia muito com os de Matt, devia ser ele que me mandara ficar quieta seus braços estavam acorrentados igual aos meus, só que pelo visto, a muito mais tempo, observei que o local parecia uma prisão muito envelhecida e sem nenhum cuidado, nervosa a criatura sem pele me bateu com uma madeira que estava em sua mão, minha perna latejou e deixei uma lágrima rolar pelo meu rosto, a criatura apertou meu rosto com suas mãos ásperas.
- Não vai me responder? Quer apanhar mais?
Respirei fundo e ela soltou meu rosto.- Sou Amy Baker, cai em um buraco na lagoa e vim parar aqui, onde é aqui?
-Mentirosa!
-Não sou mentirosa! Eu estava em uma festa, segui um homem que caiu na lagoa, e na água se formou um buraco e eu cai nele, por favor, acredita em mim!
- Fique quieta! Se não eles vão vim!
- Quem é você? Onde estou?
- Não ouviu o que eu disse? Fique quieta!- sussurrou
Resolvi obedecer, mesmo sem saber nada sobre a criatura que falava, ouvi algo ser passado entre ferros, me assustei e tentei ver através do pano que cobria minha visão, sem sucesso.
- A humana acordou!
Uma voz fina e horrível percorreu todo o lugar, tentando enxergar algo virei à cabeça para todos os lados, até que alguém puxou o pano que me cobria, meus olhos se depararam com uma criatura sem pele, apenas por uma fina camada transparente em seu rosto todo marcado por desenhos pretos, a criatura fedia à carniça e me observava curiosa.
- Quem é você?
Era a mesma voz fina que havia gritado a pouco, fiquei quieta, observei o resto do local e vi quem uma criatura igual a todos os outros, mas com muitas marcas, seus olhos só davam para ser percebidos pela cor azul cristalino parecia muito com os de Matt, devia ser ele que me mandara ficar quieta seus braços estavam acorrentados igual aos meus, só que pelo visto, a muito mais tempo, observei que o local parecia uma prisão muito envelhecida e sem nenhum cuidado, nervosa a criatura sem pele me bateu com uma madeira que estava em sua mão, minha perna latejou e deixei uma lágrima rolar pelo meu rosto, a criatura apertou meu rosto com suas mãos ásperas.
- Não vai me responder? Quer apanhar mais?
Respirei fundo e ela soltou meu rosto.- Sou Amy Baker, cai em um buraco na lagoa e vim parar aqui, onde é aqui?
-Mentirosa!
-Não sou mentirosa! Eu estava em uma festa, segui um homem que caiu na lagoa, e na água se formou um buraco e eu cai nele, por favor, acredita em mim!
Eu estava desesperada, minha perna estava queimando, e minha única esperança era aquela criatura. Ela me examinou e se virou para um grupo de sua mesma espécie que acabara de entrar, todos eles me observaram e eu fiquei boquiaberta ao perceber que todos eram iguais, um deles me soltou das algemas apertadas, me levantaram e me levaram a uma espécie de teatro meia arena onde se encontrava, no cento, um fosso.
- Vamos ver como os humanos sangram!- Gritou uma criatura que se aproximou de mim com um machado.
-Eles vão arrancar minha cabeça?- perguntei
- Iremos remover cada órgão seu, não se preocupe, não é só a cabeça que será arrancada. – Uma criatura respondeu me olhando como se eu fosse o melhor prato que ele virá na vida.
- Iremos remover cada órgão seu, não se preocupe, não é só a cabeça que será arrancada. – Uma criatura respondeu me olhando como se eu fosse o melhor prato que ele virá na vida.
Estremeci, fui puxada até o fosso, e a cada grito que eu dava a plateia se agitava, esperando mais, uma criatura puxou meu braço e mirou o machado nele, no mesmo instante todas as criaturas pararam, estavam imobilizadas, parecia que o tempo havia parado só eu me movia, me soltei da criatura e uma voz percorreu minha cabeça, “Amy, sou eu Matt, à sua direita há uma saída atrás dos guardas, saia por ela e corra na direção do sol, sem parar, fuja o mais rápido que puder, eles já voltarão ao normal”
Eu tinha certeza que era Matt, olhei para a direita e vi a saída, corri até ela e me deparei com um mundo totalmente diferente, sem pensar duas vezes olhei o sol e corri até ele, ele parecia tão perto, corri desesperadamente por um caminho cheio de árvores secas e com espinhos. Com um estrondo ouvi a gritaria das criaturas no teatro, eles haviam voltado ao normal.
Eu tinha certeza que era Matt, olhei para a direita e vi a saída, corri até ela e me deparei com um mundo totalmente diferente, sem pensar duas vezes olhei o sol e corri até ele, ele parecia tão perto, corri desesperadamente por um caminho cheio de árvores secas e com espinhos. Com um estrondo ouvi a gritaria das criaturas no teatro, eles haviam voltado ao normal.
19 junho 2013
Entre Mundos
Capítulo 1
Olhos azuis como as águas cristalinas do Rio Sucuri na cidade de Bonito, onde viajei com meus amigos Jack e Alice no ano passado, cabelos negros como a noite, voz rouca encantadora, me faz ficar enfeitiçado só com seu olhar e seu geito protetor, ele é demais para mim, eu uma menina branca sem cor, ruiva, sem carisma, nada que um garoto, lindo como ele, sarado, inteligênte queria. Já conversei com ele sobre isso ele simplesmente disse “O amor não se escolhe, simplesmente se ama, e eu amo você!” Aquilo serviu para eu me enroscar em seus braços e lhe dar um beijo, tentando corresponder o que ele disse à mim com o máximo de amor que eu continha no coração, eu o amo, eu acho que isso já basta para construir uma relação maravilhosa, e já sei com quem vou construir o nome de é Matt.
Hoje infelizmente não o encontrei na escola, o que me fez lembrar-se da primeira vez em que eu ouvi sua voz, eu estava arrumendo meu armario quando ele perguntou se estava convidado para ir a festa que eu promoverá de final de ano, eu boquiaberta fiquei sem palavras e Alice numa felicidade estonteante disse que sim, não fiquei com raiva dela, pelo ao contrario agredeci por ela ter dito sim, porque eu certamente iria ficar com medo gaguejaria e não falaria nada, na festa ficamos pela primeira vez e depois disso, a paixão fluiu, suave e arrebatadora, o sinal da escola, me despertou da nostalgia, me fazendo retornar ao meu dia chato, sem ele presente, hora de ir para casa “A chave do carro esta no meu bolso?” me certifiquei que a resposta seja sim, meu Land Rover me espera, presente super exagerado dos meus pais, que se sentiram culpados por não estarem presentes todos os dias por causa do trabalho, mas ele continha algo diferente, um bilhete dobrado todo delicado, era dele, eu o abri esperando uma música que ele compunha, dizia:
“Amy,
Não sei como começar essa despedida, sinceramente não queria que fosse assim, mas hoje eu recebi a notícia que meus pais faleceram em uma das suas aventuras pelo mundo. Tenho que correr para ajeitar a empresa e dar um último adeus aos meus pais, infelizmente não sei se vou poder voltar. “Eu te amo, por favor, me perdoe.”
Matt
Como assim não voltar? Sem contato? Liguei para seu celular e o número não existia, sem existir? Nada! Debrucei-me no chão, acabada, todo o campo de amor que eu tinha cultivado simplesmente sumiu, antes colorido, agora seco e sem vida, comecei a chorar em silencio, Jack me viu no meu pior estado e correu para me ajudar, me abraçou e me ajudou a levantar, Lucy veio e pegou o bilhete da minha mão e leu em voz alta.
- Eu sabia que aquele idiota faria isso!- Jack acusou.
- Fica quieto Jack! – Lucy advertiu
Me virei e entrei no carro, travei as portas e Jack começou a bater na janela para eu abrir, eu não estava em condições de dirigir, mas a única coisa que iria me fazer pensar era seguir para casa, arranquei o carro e sai correndo 120km/h parecia lento de mais, pisei fundo, não quis saber quem estava a minha volta, vi um sinal vermelho e uma luz branca, paguei.
A um feche de luz branca furou minha retina, acordei em um hospital todo sujo de sangue, muito sangue, um médico olhou para mim e eu podia ver a expressão de assustado que ele tinha no rosto, o sangue era meu, tentei levantar gritando, uma enfermeira veio com uma seringa e furou meu braço, apaguei.
Acordei, querendo dormir mais, estava dolorida, Jack e Lucy estavam do meu lado dormindo e uma enfermeira com uma prancheta na mão.
- O que aconteceu?
- Bom dia! Você bateu o carro, na rodovia 43, você estourou o baço e passou por uma cirurgia na qual acordou no meio do procedimento, mas agora está bem, seus pais foram avisados e logo receberá alta.
- Quando vou poder sair?
- Se estiver tudo bem, uns cinco dias.
- Obrigada.
A enfermeira assentiu e saiu Jack acordou com o barulho da porta se fechando, eu estava me sentido bem, o sono tinha ido embora.
- Você está bem?- perguntou Jack
- Sim estou- respondi
Jack tinha os olhos escuros e cabelos loiros, sempre foi meu melhor amigo, mas quando eu comecei a namorar com Matt ele se afastou, Lucy é uma garota simples de longos cabelos pretos e olhos azuis, sempre teve uma queda por Jack, mas ele nunca perceberá
- Já sabe quando vai poder sair?
- Daqui a cinco dias, desde quando estão aqui?
- Estamos aqui desde o acidente, dois dias. Ficamos revezando.
-Nossa, obrigada.
Lucy despertou, segurou minha mão machucada e perguntou.
-Quando podemos fazer a festa?
- Que festa- Jack perguntou
- A gente precisa fazer uma festa de boas vindas para a Amy!
- Gente não precisa – Expliquei
- Claro que precisa e daqui a cinco dias, vai estar tudo pronto, assim que você sair desse lugar vamos comemorar!
Eles não entenderiam o motivo que eu não queria festa, então deixei, talvez seja melhor para mim, me ajude esquecer as coisas.
- Ele ligou? – perguntei me lembrando que ele sempre foi super protetor, e certamente ligaria para saber o meu estado.
-Não, ele não deu nenhuma notícia. – Lucy respondeu se arrumando para ir embora.
- O horário de visita acabou! – Anunciou a enfermeira que acabará de entrar – Só amanhã que vocês podem retornar.
Jack e Lucy me abraçaram e se foram sozinha a solidão toma conta de mim eu sinto a falta dele, eu quero ele, como ele pode me deixar depois de tantas promessas? Não fazia sentido ele ir para a Austrália e não manter mais contato podíamos ser amigos se ele não me quer mais como sua namorada. A enfermeira me ajudou a tomar banho, o livro que eu estava lendo se encontrava ao lado da cama, Lucy teria trago, pelo menos agora tenho alho para ocupar minha mente, após o jantar voltei a ler o livro, 22h nada de sono, a chuva começara a cair forte, como os pedaços no meu coração, pela janela do meu quarto percebi que alguém passara no corredor , deve ter sido um enfermeiro me virei de volta para a chuva e com o estrondo dos trovões me deparei com uma escritura de sangue na janela, me assustei, dizia:
“fuja, e não olhe para trás”
Que brincadeira de mau gosto! Será que é uma brincadeira? Deve ser o efeito da medicação, fechei o livro e me revirei na cama até cair em um sono profundo.
No dia seguinte ninguém veio me visitar, recebi ligações da minha mãe e do meu pai ambos preocupados com o ocorrido, eu expliquei o ocorrido sem contar a parte de Matt, para eles o ocorrido não passou de um descontrole com o carro, tive sorte que Jack não falou nada sobre o bilhete.
Os dias no hospital passaram rápido, como Jack e Lucy não podiam me visitar todo dia, eles mandavam chocolates para mim, as noites eram agitadas, pesadelos invadiam minha mente, eu tinha sempre a impressão que estava sendo vigiada, tinha um homem do outro lado da rua me olhando, mas como eu não podia sair do quarto, voltava a minha cama e tentava dormir, essas coisas devem acontecer por causa da medicação forte, Jack e Lucy vieram me buscar, e quando passei pela porta do hospital o sol tocou meu rosto, livre novamente o que restara daquele lugar era só a cicatriz da cirurgia, o meu carro estava destruído e imaginei o estado dele quando falaram que foi um caminhão que me acertou, em casa lembrei que a festa era só daqui a três horas, começamos os preparativos e já começou a chegar os convidados, subi para me arrumar enquanto Lucy e Jack serviam as bebidas, coloquei um vestido vermelho e preto curto simples com um tênis, quando sai do meu quarto a minha casa estava cheia, desci as escadas procurando Lucy, me entregaram uma bebida alcoólica cheia, encarei a garrafa e olhei para que me entregara, não conhecia, então decidi virar a garrafa, anunciei:
- Para esquecer os problemas!
E todos gritaram e beberam o liquido das garrafas que estava em suas mãos, bebi até não sentir mais nada entrando na minha boca, alguém puxou a garrafa da minha mão, era Lucy.
- Você esta louca! Vem comigo, agora!
Estava tonta e tudo estava rodando, Lucy me arrastou até o banheiro onde vomitei toda a bebida que havia tomado, ela saiu para buscar uma garrafa de água e me deixou sozinha, quando não tive mais vontade de tirar o que havia dentro de mim, fui até a janela para tomar ar. Do outro lado da rua vi um homem, eu o conhecia, era o homem que eu via no hospital, mas agora não era efeito da medicação e sim da bebida, decidi ir atrás daquele cidadão que não me deixara em paz, sai de casa e não o encontrei mais no mesmo lugar ele tinha ido para o bosque eu segui ele, o homem começou a andar em direção a lagoa, eu o segui sem dizer nada, só o observava se afastar o som da festa ficava cada vez mais longe, ele entrou na lagoa e se virou para mim, e o reconheci era Matt.
- Matt!
Ele simplesmente deixou seu corpo cair na lagoa, onde o corpo caiu abriu-se um buraco negro, a lagoa havia congelado como pura magia, totalmente sólido, somente a lagoa, as árvores em volta estavam normais, cheguei perto do buraco e ouvi um estralo atrás de mim me virei assustada, de repente todo o gelo se quebrou, e eu fui engolida pelo buraco.
16 junho 2013
Entre Mundos
Prólogo
Amy Baker, 17, mora
na cidade de Mississipi, sozinha, pois seus pais Elizabeth e Peter Baker moram
em Londres, por causa do trabalho. Amy é uma menina simples que gosta de curtir
cada momento que a vida lhe oferece, é loucamente apaixonada por Matt com quem
namora há um ano, Matt é um garoto que dá a vida pelo seu amor e está disposto
a tudo para mantê-la feliz. A vida dos
dois é perfeita, os dois se amam e não querem se separar, porém em um dia Amy
não o encontra na escola e acha um bilhete preso no vidro do seu carro, após
aquele momento sua vida muda, e ela está preste a descobrir coisas sobre Matt e
sobre ela que ela nem desconfiará. Ela não é uma menina inocente.
Toda semana será publicado um capítulo sobre essa história, se você quiser acompanhar é só entrar no Doce de Anna toda quarta-feira à partir das 16 horas.
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